Pelos que não têm voz.
Médica, gaúcha de Caxias do Sul e fundadora da ONG VIDA. Vinte anos colocando a mão na causa animal: resgate, castração e enfrentamento de quem vira as costas para os inocentes.
Desde criança a Dra. Tatiana Furlan recolhe animais da rua. Aprendeu com a avó Inês e com o pai Nestor a ter compaixão pelos que não conseguem se defender.
Na faculdade de medicina, quase reprovou por se recusar a abrir um animal vivo só para ver o coração bater. Aquilo nunca foi fase. Virou um chamado que só ficou mais forte com o tempo.
Não é uma pauta descoberta em ano de eleição. É o caminho que ela já vinha andando, ano após ano.
Filha de uma família simples e trabalhadora da Serra Gaúcha, a Dra. Tatiana Furlan aprendeu com a avó Inês e com o pai Nestor que os mais vulneráveis precisam de alguém disposto a protegê-los. Desde criança, recolhia animais da rua.

Na faculdade de medicina, quase reprovou por se recusar a abrir um animal vivo só para ver o coração bater. Encontrou na Medicina a sua vocação, mas o chamado pela proteção animal nunca a deixou.

Adotou uma yorkshire que tinha sido matriz num canil clandestino e deu a ela o nome de VIDA. A história virou um divisor de águas e acendeu a vontade de buscar justiça para os animais usados para lucro e descartados.

No mesmo período, uma estrutura que recebia verba pública abandonou cerca de 1.200 animais em condições indignas. O caso marcou a cidade e aprofundou o compromisso da Dra. Tatiana Furlan com a causa.

Depois de anos sustentando lares temporários e apoiando protetores independentes, a Associação VIDA toma forma, em homenagem à cadelinha. A primeira bandeira: castração para conter o sofrimento na origem.

Liderou o trabalho voluntário para retirar gatos de uma estrutura superlotada e criou um espaço só para eles. Alugou uma casa, montou um gatil grande e abriu uma clínica de castração a baixo custo, que derrubou o preço na cidade.

A clínica passou a ser mantida pelo Hospital Petlandia, parceiro da causa, preservando a castração a baixo custo para toda a população.

Atuou no Conselho de Bem-Estar Animal de Caxias do Sul. Junto a outras protetoras, ajudou a barrar a eutanásia de cães considerados bravios na cidade.

Acolheu animais resgatados após a enchente e seguiu dando suporte a colônias e a outros protetores. No auge, chegou a cuidar de cerca de 120 gatos.

Num espaço mais acolhedor, na casa que era da avó Inês, vivem hoje 26 gatinhos FELV positivos e o Wolverine, que chegou para ser sacrificado por atacar a tutora e ganhou seis anos de vida ao lado dela.

Estrutura de verdade, mantida com trabalho e parceria, não com discurso.
A clínica de castração a baixo custo reduziu o preço para toda a cidade. Hoje os valores seguem mantidos pelo hospital parceiro Petlandia.
Por cinco anos o gatil da VIDA recebeu todos os gatos do canil municipal. Hoje cuida de 26 gatinhos FELV positivos que dificilmente teriam outro lugar.
Sempre deu suporte a outras ONGs e protetores independentes, acolhendo animais de colônias, de acumuladores e resgatados após a enchente.
Quando uma estrutura que recebia verba pública deixou para trás centenas de animais em condições indignas, a Dra. Tatiana Furlan não fez vista grossa. Foi até o gabinete com outras protetoras cobrar o que tinha sido prometido em campanha. Subiu em carro de som para chamar o poder público à responsabilidade.
O preço foi alto: perdeu o cargo de confiança que havia conquistado e ainda respondeu a processo administrativo. Mesmo assim, seguiu. Atuou no Conselho de Bem-Estar Animal e ajudou a barrar a eutanásia de cães considerados bravios na cidade.
É essa a postura que ela leva para a disputa: enfrentar quem trata o animal como problema a ser descartado, sem medo de incomodar.
Compromissos concretos com quem cuida e com quem não pode se defender.
Protetores adoecem e empobrecem por não conseguir alimentar os animais que salvam. Eles são promotores de saúde pública e precisam de reconhecimento e apoio.
Sem identificação não há como coibir o abandono. Todo animal de rua já teve um tutor. Com o chip, o abandono pode ser rastreado e responsabilizado.
Multas pesadas para quem maltrata e aumento de pena, com prisão para quem mata um animal. Responsabilização de verdade do tutor.
Para quem quiser, independentemente de condição social. É a forma mais humana e eficaz de conter o sofrimento na origem.
Parceria público-privada com foco em animais bravios, silvestres e feridos. No verão, o abandono no litoral e na zona rural sobrecarrega as prefeituras.
Vacina antirrábica e contra doenças para famílias de baixa renda, além de tratamento gratuito para animais com esporotricose.
Os bastidores reais: resgate, estrada, gatil e os bichos que dividem a vida com ela.








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